sábado, 25 de setembro de 2010

* Sessão de cinema para cegos mexe com a imaginação dos que não podem enxergar

            O roteiro da vida de quem perdeu a visão pode ser muito rico em experiências e emoções.
            Alguns brasileiros viveram neste sábado uma experiência rara. Uma sessão de cinema capaz de levar todo o encanto de uma história para quem não consegue enxergar.
           Desperta sensações, provoca a imaginação e faz o espectador mergulhar num universo de sonhos como mostra a repórter Graziela Azevedo.
           O roteiro da vida de quem perdeu a visão pode ser muito rico em experiências e emoções.
           “Eu fiz o magistério, psicologia e faço pós-graduação em psicanálise”, conta a professora Regina Célia.
            E eles querem sempre mais, novas oportunidades e experiências.
           “Meu sonho é entrar no cinema como você. Assistir e entender”, diz Abrão André.
            Mas hoje a pipoca estava garantida e a compreensão do filme também. Num tipo de sessão ainda rara no Brasil o filme ganhou o recurso da audiodescrição.
           Para dar a quem não enxerga a oportunidade de viver a experiência de um filme é preciso escrever mais um roteiro para a mesma história, um trabalho profissional capaz de ampliar ainda mais a grandeza do cinema.
          “A descrição tem que ser feita inserida entre os diálogos para não sobrepor. A gente faz um estudo e monta um roteiro de audiodescrição. A gente tem que dar a descrição física dos personagens, o cenário, se é dia, se é noite”, conta Livia Mota.
          E assim com tanta riqueza a ansiedade para conhecer a história de Chico Xavier era enorme.
          E quando as luzes se apagaram a mágica aconteceu. A bela história de Chico Xavier, cheia de lutas, superações e amor estava toda lá. Cada um a seu modo, todos puderam ver.
         “A gente vai completando na mente da gente, a imagem com o som”, diz uma mulher.
          “A gente cria a nossa imagem. A gente cria o momento e completa o aproveitamento total”, conta um homem.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Salas para atendimento da Educação Especial recebem novos materiais

São José dos Pinhais, 04/05/2010 16:58


Escola Municipal Pedro Moro Redeschi: novos materiais ajudam no desenvolvimento de habilidades motoras, autoestima e melhora da socialização 
Fotos: Silvio Ramos

A Educação Especial de São José dos Pinhais iniciou a semana mais preparada para atender seus alunos. Na última sexta-feira (30), a Secretaria Municipal de Educação recebeu materiais didáticos para as salas de recursos multifuncionais tipo I, espaços dedicados ao atendimento de alunos com deficiência nas escolas municipais. “Os novos materiais foram distribuídos nas 18 salas de recursos multifuncionais, que garantem o atendimento de aproximadamente 400 crianças no contraturno escolar”, afirma a secretária municipal de Educação, Tânia Galvão. As salas multifuncionais resultam de parceria com o Ministério da Educação, que fornece os materiais didáticos, enquanto o município oferece professores e estrutura física.
A diretora do departamento de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação, Júlia Maria Morais, destaca o trabalho efetuado nas escolas. “Através de currículo adaptado e inclusão das crianças no ensino regular, a Educação Especial aumentou a eficiência do atendimento. Hoje, os alunos passam pelas salas de recursos por um período determinado, até que haja melhora nas dificuldades pedagógicas apresentadas, não permanecendo lá por vários anos, como era anteriormente. Isso permite que haja um número maior de atendimentos”, explica.
Prática
Na Escola Municipal Pedro Moro Redeschi, que atende 20 alunos na sala de recursos multifuncionais, os materiais já começaram a ser utilizados. Coordenação motora, autoestima e socialização são alguns aspectos trabalhados pela professora i. “Muitas vezes a criança tem uma boa aprendizagem, mas não consegue se relacionar com outros alunos, socializar”, explica.Nas salas tipo I são atendidas crianças com deficiência física, mental, auditiva e outras com altas habilidades. Nas salas tipo II são atendidas também alunos com deficiência visual. A avaliação do progresso dos estudantes é realizada caso a caso.